#NoInstagram: nomes em Portugal

No Brasil, estamos acostumados à criatividade (um tanto duvidosa) dos pais na hora de batizar os filhos

Y no lugar de i, h onde não faz nenhum sentido, dois Ls, três Ts, quatro Ns.

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Uma salada mista de mau gosto (na minha opinião).

Pois, em Portugal, os pais precisam guardar a criatividade para outras coisas. Aqui, há uma lista de nomes permitidos e regras de como devem ser compostos.

Quem determina isso é o Instituto dos Registos e do Notariado (assim mesmo, “registo” e não “registro”, mas o significado é igual). 

Como funciona

O cidadão português, obrigatoriamente, escolhe o nome do filho ou da filha a partir da tal lista.

A composição não pode exceder a seis palavras, sendo, no máximo, dois nomes e quatro sobrenomes. Aliás, “sobrenome” aqui se diz “apelido”. E partículas de ligação não contam: de, da, dos, etc.

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E se for estrangeiro?

Quando o casal é estrangeiro, pode. Mas precisa demonstrar que a origem do nome faz algum sentido. Só porque sim não vale.

Ainda segundo o IRN, essas são as condições para batizar uma criança com nome não português:

  • se o bebê for estrangeiro
  • se tiver nascido no estrangeiro
  • se tiver outra nacionalidade além da portuguesa
  • se um dos pais for estrangeiro ou com dupla nacionalidade (sendo uma portuguesa, claro!)

Então é por isso que os nomes em Portugal são sempre iguais?

Mais ou menos. A lista de nomes está disponível aqui no site do IRN.

Como você pode ver, são muuuuuuuitos nomes! Alguns até fazem inveja aos pais brasileiros mais criativos.

Mas há os preferidos e, pelo jeito, as pessoas não gostam muito de inventar. O que é bom para a criança, que não vai sofrer bullying no futuro.

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Em 2019, os nomes mais registrados foram Maria (5.198) e Francisco (1.618). Mas o site Mãe me quer fez uma lista com os nomes mais comuns nos últimos 16 anos.

Para meninas:

  • Maria
  • Ana
  • Beatriz
  • Matilde
  • Leonor

E para meninos:

  • João
  • Tiago
  • Diogo
  • Martim
  • Rodrigo
  • Afonso
  • Santiago
  • Francisco

Porque tem isso também: o nome não pode deixar dúvidas quanto ao gênero da pessoa. Mas a concordância com o sexo é obrigatória só para o primeiro nome – por isso, tudo bem Maria João ou José Maria.

Nesse link do Jornal de Notícias, você pode ver, por década, os nomes femininos e masculinos mais comuns em Portugal.

Afinal, é bom ou ruim?

Na minha opinião, ruim não é. Alguns pais abusam do direito de dar o nome que quiserem e condenam os filhos a um eterno constrangimento.

Na falta de bom senso, uma listinha vai bem.

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